história

Nas caravelas de Pedro Álvares Cabral, que aportaram na Terra de Santa Cruz há cinco séculos, estavam os judeus da Península Ibérica perseguidos pela Inquisição.

Desde então, sucessivas levas migratórias chegaram a diversos pontos do território nacional, vindas da Europa, da África e de países árabes, formando núcleos que se integraram ao cotidiano brasileiro de norte a sul. Com estes imigrantes vieram suas tradições, seus costumes e vivências. Como preservar e contar para as novas gerações as histórias de tantas vidas?

 

Em 1999, na sede do Colégio Renascença, Alberto Kremnitzer, Alexandre Carasso e Marcos Feldman criaram o embrião da futura Associação dos Amigos do Museu Judaico no Estado de São Paulo. Cinco anos depois, nascia o Museu Judaico no Templo Beth-El, que desde sua fundação em 1929 era referência para a comunidade judaica e parte dos anos áureos da cidade.

Hoje, com um anexo contemporâneo, acoplado à estrutura do antigo Templo Beth-El, o espaço tornou-se a casa do Museu Judaico de São Paulo.

Planejado para receber a múltipla diversidade do público brasileiro, o Museu Judaico de São Paulo quer dialogar, educar e transformar. Com exposições e conteúdos que mostram as diversas fases migratórias da comunidade judaica.

Templo Beth-El

Em 1928, um grupo de imigrantes vindos da Europa convidou o arquiteto Samuel Roder para conceber uma sinagoga.

Projetado no estilo bizantino, o prédio do Templo com seus sete lados, enfatiza os sete dias da Criação, as sete cores do arco-íris.

Durante décadas, ali gerações celebraram suas datas especiais.

 

Em 2004, o Beth-El passou, em comodato, as instalações para o Museu Judaico de São Paulo. A exemplo de outros museus pelo mundo, que tiveram sua origem em sinagogas, o espaço passa por uma ampla reforma, que preserva o ambiente original e amplia seu objetivo, perpetuando a memória daqueles que viabilizaram o núcleo inicial.

 

Desde então, a comunidade Beth-El tem sua sede na Rua Caçapava 105, Jardins.

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